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Busca por intercâmbio registra crescimento de 30%

Já imaginou ir para os Estados Unidos para fazer um curso de inglês e acabar por ficar lá mesmo por conseguir o emprego dos sonhos numa grande empresa? Parece quase impossível, mas é a história do baiano Lourival Rodrigues, que em 2010 foi aos Estados Unidos para um intercâmbio pela EF Salvador para fazer um curso de inglês avançado em mídia e artes. Do estágio que teve a oportunidade de fazer na Sony, acabou sendo contratado e hoje trabalha há 5 anos na empresa e mora em Miami.

O caso de Rodrigues não é isolado e aponta também uma tendência no setor de intercâmbio. De acordo com dados da agência de viagens CVC, houve um aumento de 30% na procura por intercâmbios que permitam conciliar estudo e trabalho (work and study) somente no último trimestre.

Profissionais da área confirmam que faz um tempo desde que intercâmbios mais longos – de períodos maiores que seis meses – passaram a ser mais procurados. “É  um investimento mais caro que intercâmbios curtos, mas em quesito de retorno, não há comparação”, explica o gerente da agência de  curso de inglês e intercâmbio EF Salvador, Bruno Vandystadt. O investimento pode chegar a R$ 40 mil.

Dentre os países mais procurados, tanto por sua abertura maior à intercambistas interessados em estudar e trabalhar, quanto também pela facilidade de obter o visto, estão o Canadá, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.

A diretora da agência Mais Intercâmbio, Marina Moura, afirma que no caso da Irlanda o visto é tão facilitado, que muitas vezes você pode decidir viajar numa quarta-feira, comprar o intercâmbio na sexta e já sair em viagem na segunda seguinte. “O caso da Irlanda é especial porque você não precisa tirar o visto no Brasil, o processo é feito assim que você chega em território irlandês. Mas para isso você precisa provar que tem intercâmbio comprado para estudar no país”, explica a profissional.

É importante estar atento as exigências que cada país faz. Marina ressalta que, a depender do país, cartão de vacinação e vistos devem ser feitos e atualizados já no país de origem. Fazer o seguro para intercambistas é o ideal.

Dentre as opções de cursos possíveis, além do curso de inglês, existem os preparatórios para universidades ou a oportunidade de unir o curso de inglês a cursos da sua área de atuação – como marketing, TI, indústria de entretenimento, contabilidade e outros.

No caso do baiano Yago Moreira, ele optou em 2013 em fazer um curso preparatório para universidade em Londres e conseguiu uma vaga na Lancaster University, uma das 10 melhores universidades do país. Seu visto, que era de 9 meses, foi estendido para que ele cursasse BSc Business Economics na universidade.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/empregos/noticias/1731422-busca-por-intercambio-registra-crescimento-de-30

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